(1/5) SERES HUMANOS – Estupidamente Diferentes

19 11 2008

 

Fernando, Colunista do Metropolepra

Postado por: Bill, Colunista do Metropolepra

Olá, Picaretas!

Vamos voltar ao trabalho? hehehe

Depois de sofrer várias fraudes e fazer do meu cotidiano algo que não consigo mais definir, resolvi que vou falar dos outros em uma série de matérias mal feitas que chamarei de… (to pensando, to pensando)… Eu chamarei de… “SERES HUMANOS – Estupidamente Diferentes”.

Sim… a partir de hoje eu sou fofoqueiro e mexeriqueiro!

Olhando pelo lado fútil útil do surto, nós vamos conhecer vários tipos de pessoas e seus costumes que ás vezes poderão nos deixar perplexos ou simplesmente dar nome ao que alguns de vocês fazem em casa escondidinhos… huhuhuhu!!!

A primeira matéria é sobre INFANTILISMO. Adultos que usam acessórios e assumem personalidade de crianças. Isso pode ser um hábito ou um fetiche sexual.

Ahá!!! Aposto que você, que não consegue interpretar nem um livro da Ruth Rocha, deve ter pensado “Isso é pedofilia!!”. Pois bem… Não é. A prática nunca envolve crianças e sim adultos, e tão somente adultos, que usualmente dizem “gugu dadá”. Estão chocados? Normal, eu também estou perplexo.

Moça Chupando Chupeta e com fraldas
Moça Chupando Chupeta e com fraldas

Os infantilistas usam fralda, chupeta, mamadeira, enfim… todo tipo de acessório infantil… Mas até aí… Eu não recusaria uma mamadeira de Whisky… Mas isso não vem ao caso.

Eles realmente parecem ser loucos varridos? Retardados? Pervertidos? Pois bem, cada um com seu conceito.

Eu conversei com um infantilista. Passamos uma tarde maravilhosa tomando leite e fazendo cocô.

Ele me contou coisas que pesariam a fralda de qualquer um! Realmente é um mundo muito curioso.

Kiko, o Diaper Boy é secretário escolar e tem 29 anos. É mineiro da cidade de Viçosa. Infantilista há praticamente 16 anos desde sua primeira experiência. Vamos lá… sem rodeios!!!

Bill: O que é o Infantilismo?

Kiko: Infantilismo é uma prática onde uma pessoa adulta usa alguns objetos, passando-se por criança. Algumas vezes essa prática pode ser encarada como fetiche.

Na maioria dos casos, os adultos passam-se por bebês e, a partir daí, deduz-se que os objetos mais utilizados são fraldas, calças plásticas, chupetas, mamadeiras, dentre outros.

Bill: Você diz que algumas vezes pode ser encarada como fetiche, certo? mas pode ser encarada como o que mais?

Kiko: Pode ser também como um estilo de vida ou, no caso mais abrangente, uma prática.

Bill: Infantilismo só pode ser ligado ao lado sexual?

Kiko:Não, há pessoas que fazem porque gostam da coisa, sentem um prazer não-sexual praticando infantilismo.

Bill: Quando e como você percebeu que sentia prazer em usar fralda entre outros acessórios infantis?

Kiko: Na infância eu via meus irmãos (menores que eu) usando fraldas e sentia vontade de usar, só fui matar essa vontade aos 13 anos de idade usando um lençol como fralda. Aí eu percebi que, usando fralda, sentia prazer. Fralda de verdade e outros acessórios infantis fui usar somente 10 anos depois da 1ª experiência.

Bill: Pra você é fetiche sexual ou hábito?

Kiko: Para mim, um pouco das duas coisas. Não pratico muito sexo, então acaba tornando-se um hábito.

Bill: Sexualmente, você somente sente prazer com hábitos infantilistas? 

Kiko: Não, há outras coisas que trazem prazer, mas creio que os hábitos infantilistas (especialmente as fraldas) são o que me traz mais prazer.

Bill: Sua família e amigos sabem? 

Kiko: Não, Bill. Pouquíssimos amigos meus sabem que sou infantilista.

Bill: E o que eles acham?

Kiko: No começo estranham, mas depois compreendem. Costumo não puxar conversa sobre esse assunto a fim de evitar maiores confusões.

Bill: Urinar e defecar na fralda também é ponto de prazer ou somente o uso delas proporciona prazer? 

Kiko: Isso varia de pessoa para pessoa. Eu gosto muito de urinar, sentir a fralda volumosa. Já defecar, nem tanto, até mesmo por causa do meu intestino que é muito preso.

Bill: Sexualmente, em situações onde, por exemplo, o parceiro troca a fralda, dá de mamar com a mamadeira, dá comida na boca, enfim, trata como uma criança… isso proporciona prazer? 

Kiko: Para mim, sim… isso é um paraíso!

Bill: Sério? Curioso… Muito curioso…

Kiko: Sim, porém tive pouquíssimas relações envolvendo infantilismo. Na imensa maioria, faço tudo escondido.

Agora, há casos em que uma pessoa sente prazer apenas usando fralda, são os Diaper Lovers. Esses adultos gostam só de usar as fraldas e sujá-las, mas não gostam das coisas infantis (chupeta, mamadeira, etc.).

Bill: E o seu comportamento é semelhante ao de uma criança nessa situação?

Kiko: Sim, Bill, sim.

Bill: Entendo.

Costuma-se, também, chorar como criança?

Kiko: Ainda quero um dia ser chamado de bebê chorão, Bill… (risos)

Bill: (gritos).

Kiko: De vez em quando dou gemidos igual a uma criança.

Bill: Uau!

(Pausa pra assimilar).

  

 

 

Bill: Bem… A penetração propriamente dita, faz parte do relacionamento infantilista?

Kiko: Se for uma brincadeira do tipo de médico, pode fazer parte. Se os parceiros não quiserem, não precisa ter penetração.

Bill: Como assim “uma brincadeira do tipo de médico”?

Kiko: Que tipo de penetração você se refere?

Bill: Que tipo de penetração você se refere? (momento dramático).

Kiko: Então… pode entrar, mas desde que os envolvidos aceitem.

Bill: Ah… entendo…

Kiko: Um relacionamento infantilista não precisa ser necessariamente sexual. Se não for, apenas os cuidados com o “bebê” já bastam. Se for, aí o que manda é a imaginação.

Bill: Assim como o sexo oral, né?

Kiko: Exato, Bill.

Bill: Você se relaciona normalmente com pessoas que não são infantilistas? Digo no sentido sexual.

Kiko: Sim.

Bill: E como é?

Kiko: Depende muito da situação, cada caso é um caso. O mais difícil é você explicar aos outros que sentir excitação por fraldas é diferente de ser retardado ou problemático.

Bill: Conte-nos uma situação que traz prazer… algo pessoal…

Kiko:Uma coisa que me dá prazer é andar a cavalo, é algo que me excita e já vem de longa data, assim como as fraldas.

Bill: (rindo alto)… Digo envolvendo o infantilismo… um mini conto infantilista…

Kiko: Desculpe-me pela gafe, Bill…

Bill: Relaxa!

Kiko: Mas você quer uma situação real ou fictícea?

Bill: Tanto faz… imagine! Solte sua imaginação, ou simplesmente conte-nos uma experiência…

Kiko: Eu gostaria muito de ter que ser obrigado a usar fralda e agir como bebê, ficar por um bom tempo nessa situação. Ou fazer o contrário com outro adulto e tratá-lo como bebê. As duas coisas me excitam.

Bill: Interessante.

É fácil para si mesmo descobrir e aceitar essa característica? Esse gosto?

Kiko: Não. Não é tão fácil assim. Passei 10 anos pensando que era maluco, que era o único a gostar dessas coisas. Aí vamos encontrando (mesmo que seja on-line) pessoas com gostos parecidos.

Bill: Imagino.

Porque é tão confundido com pedofilia? Isso deve ser um incômodo horrível para vocês, né?

Kiko: É péssimo, Bill. Eu penso que a confusão fica por conta da fralda, que está associada com infância e dependência e acabam achando que queremos chegar até às crianças imitando-as.

Infantilismo não é atração por crianças, mas o prazer em se passar por uma. Agora ficou clara a diferença?

Bill: Sim, sim. Você, certamente, já sofreu preconceitos e ofensas, certo?

Kiko: Algumas vezes tentei me expor nos relacionamentos e vi que muitos ainda não têm a mente aberta. Isso foi motivo pra preconceito. Ofensas? Mais em salas de bate-papo há alguns anos.

Bill: A ligação com pedofilia é padrão nas ofensas?

Kiko: Nem tanto, as ofensas são do tipo “é retardado” ou “precisa fazer um tratamento”.

CHANGE!!!! We Can!! Será que Obama também pode?

Bill: É somente um fetiche ou há alguma explicação psicológica? É normal tal como alguém se vestir de vaqueiro, bombeiro, enfermeira, tiazinha, feiticeira, chacrete, enfim?

Kiko: Mais uma vez, eu repito, cada caso é um caso. Há casos em que isso é psicológico, pois as crianças usam fraldas até 8 anos de idade ou até mais; outros são incontinentes e, mesmo assim, têm prazer em usar; há aquelas pessoas que têm tesão em adultos por fralda; etc. etc.

Bill: Entendo… há casos que “freud explica” e há casos que o “tesão explica”, neh? rsrs. Cada um é cada um.

Kiko: É isso mesmo. Alguns fatores são históricos pessoais (psicológicos) e outros são sexuais.

Bill: Qual sua orientação sexual?

Kiko: Inativo.

Bill: Como assim?

Kiko:Já tive relação tanto com homem, quanto com mulher, porém, hoje, estou parado. Faz muito tempo que não tenho nenhuma relação.

Bill: Mas em questão de atração, é bissexual?

Kiko: Acho que mais homossexual, Bill.

Bill: A população infantilista possui que tipo de proporção em relação a orientação sexual? Maioria héteros, maioria gays ou maioria bissexuais?

Kiko: Pelos sites que sou cadastrado, há muitos gays, porém aqui no Brasil, a maioria dos que conheço são héteros.

E um fato que chama a atenção (no Brasil) é o pequeno número de mulheres infantilistas que falam sobre tal assunto.

Bill: A população infantilista é bem maior do que se imagina?

Kiko: Sim, muitos escondem isso.

Bill: Dá para identificar um infantilista nas ruas, andando entre nós no dia-a-dia?

Kiko: Só se a pessoa estiver usando uma fralda muito volumosa e a calça deixar notar isso.

Bill: (Risos altos e esquisitos).

Kiko: Há os preconceitos, como “já passou da idade de usar fralda”, “não devia estar chupando bico (chupeta)”, dentre outros.

Essa é talvez a maior razão da não exposição de infantilistas nas ruas.

Bill: A maior razão da não exposição na sociedade.

Kiko: Exatamente.

Bill: Como infantilista, você é feliz?

Kiko: Demais da conta!

Bill: E pra finalizar…

Prefere cavalos ou fraldas??

Kiko: Perguntinha difícil… (risos)

Bill: (risos)

Kiko: Bill, Ainda quero, um dia, andar a cavalo usando só fralda (vai ser difícil, mas quero realizar essa “maluquice”).

Bill: (risos) Será um tanto exótico!

Muito obrigado por conceder essas informações! Foram todas claríssimas.

Kiko: Às ordens!

Bill: Valeu, cara!

Kiko: Até breve, Bill!

 

Entrevista concedida no dia 19/11/2008 por volta de 00:30…

 

Tremeu na base, Terehoff?? Uiuiui!!

Pois é, Picaretas. Esse é o ser humano em uma de suas diversas faces! Eu não vou concluir nada. Que fique suspenso. Cada um com sua conclusão. Mas lembrem-se, diferenças existem para serem respeitadas, mesmo que sejam mais gritantes que Nina Hagen, A Garota de Berlim.

 

Pra quem quiser mais informações e entender mais sobre o assunto (e talvez se cadastrar em algum site infantilista), lá vai uma série de links:

I’m a Baby

Berçário HP

Fraldas Home Page

Fraldolândia

 

Até mais, Picãretãs!!

Bill








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